quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Em que século você está vivendo?

Não adianta lutar contra. A tecnologia chegou para ajudar os que a ela se aliarem. Quer saber de que forma poderá vender mais tendo a tecnologia como aliada? Então ouça as dicas dos consultores Edson Ferreira, Márcio Miranda e Luiz Viegas.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Kotler: Uma visão humanizada do marketing e dos negócios

Durante a HSM ExpoManagement 2010, o guru do marketing, Philip Kotler defende a criação um novo patamar para as organizações: o Marketing 3.0




O desafio de fazer mais com menos é compartilhado em qualquer área ou segmento. Como no marketing não é diferente, a autoridade mundial em marketing e autor de 44 livros, Philip Kotler, aborda um novo olhar sobre o Marketing, na abertura do segundo dia da HSM ExpoManagement 2010.



Criador de conceitos como marketing social, mega marketing, entre outros, Kotler defende agora um novo patamar no mundo dos negócios: o Marketing 3.0, no qual as companhias realmente compreendem seus clientes e partilham dos mesmos valores. “Nesta fase, a empresa se preocupa com a situação do mundo e quer contribuir para um mundo melhor”, pontua Kotler.



O acadêmico abre a palestra avaliando que entre o público presente na HSM ExpoManagement, 70% das empresas estão em um estágio de marketing 1.0, 25% já estão no marketing 2.0 e apenas 5% vivem a realidade 3.0. Mas esta realidade não é exclusiva do Brasil. As práticas de marketing estão evoluindo de forma gradativa.



Considerando que há 60 anos o marketing não existia, Kotler avalia que a mudança do marketing acompanha a evolução dos próprios mercados. Isto porque no passado, havia escassez de produtos, logo não havia a necessidade de uma estrutura de marketing, mas sim um ‘desmarketing’, como o executivo caracteriza, ou seja, era preciso a redução da demanda.



De acordo com Kotler, as empresas que não acreditam no valor de um trabalho sustentável, acabam contribuindo para a sua inviabilidade no longo prazo. “Se negligenciarmos a sustentabilidade, voltaremos a era de escassez. Se não fizermos o que é certo, entraremos na era do ‘desmarketing’”, posiciona-se.



Tendo a visão clara de que o marketing é a ciência de gerenciamento da demanda, Kotler acredita que o modelo tradicional tende a minguar com o tempo. Isto abre espaço para práticas de criação, comunicação e transmissão de valor aos clientes.



“O marketing 1.0 era centrado no produto; o marketing 2.0 era orientado ao cliente e agora o marketing 3.0 é orientado a valores”, explica. Mais do que isso, o professor da Kellog diz que “estamos em uma era em que a cultura da sua empresa é o conjunto de valores que você representa aos seus clientes”.



Mas o executivo alerta que não adianta querer seguir esta nova onda de evolução e partir de uma cultura 1.0 para a 3.0. “Isto é impossível”, desencoraja Kotler. Para sair de um cenário em que mais do que vender, satisfazer e reter clientes, a empresa que deseja fazer um mundo melhor, precisa de uma mudança de comportamento. E um pensamento precisa ficar claro: “Sua empresa vende experiência e não produtos e serviços”, proclama Kotler, como se fosse um mantra.



E para ajudar aos congressistas da HSM ExpoManagement 2010, Kotler lista as 8 características das empresas mais admiradas ao redor do mundo, do livro “A Bolha da Marca”, que analisou 40 mil marcas durante 20 anos. São elas:



1. Alinham os interesses de todos os grupos de stakeholders.



2. Os salários de seus executivos são relativamente modestos.



3. Adotam uma política de “portas abertas” de acesso à alta gerência.



4. A remuneração e os benefícios de seus funcionários são elevados para a categoria; o treinamento de seus funcionários é mais longo; e a rotatividade da mão de obra é menor.



5. Contratam pessoas que têm entusiasmo pelos clientes.



6. Consideram os fornecedores parceiros legítimos, que colaboram para melhorar a produtividade e a qualidade e para reduzir os custos.



7. Acreditam que a cultura corporativa é seu maior ativo e sua principal fonte é a vantagem competitiva.



8. Seus custos de marketing são muito menores que os de outras empresas do setor e, ao mesmo tempo, a satisfação e a retenção de clientes são muito maiores.



Em resumo, Kotler defende que as empresas são amadas, porque seus clientes satisfeitos fazem a publicidade. “Se você cria um caso de amor com seus clientes, eles mesmos se encarregam por fazer a sua publicidade”, conclui.







Foto: Lola Studio



HSM Online

09/11/2010

O Marketing do conhecimento

Um "novo" marketing está surgindo, mais dedicado à criação de valor a partir da inteligência, à oferta de inovação acima da média e a outras ofertas sólidas, enraizadas na cultura organizacional.

Como resposta às ameaças e necessidades competitivas, durante os últimos quinze anos vimos evoluir e expandir estrategicamente as atividades de marketing nas empresas. Assim, vimos o marketing absorver novas funções, conceitos, tecnologias e práticas, incorporando seguidas inovações.

Com todos os desafios de apoiar as estratégias competitivas, auxiliar a adaptação da companhia ao ambiente cada vez mais globalizado e extremamente competitivo e atender às demandas crescentes por conhecimento é de se esperar adaptações em todos os níveis da empresa. Porém, alguns podem perguntar: Em que medida o marketing será afetado pela gestão do conhecimento? Como as funções de marketing poderiam apoiar as estratégias de conhecimento das corporações? Qual a expectativa da empresa do conhecimento em relação ao marketing e quais novos desafios a gestão do conhecimento impõem a esta área?

Nesse sentido, tenho percebido sinais sutis do surgimento de um novo marketing. Um marketing não só de produto, más também de conhecimento, caracterizando uma tendência incipiente, mas crescente.

Este "novo marketing" complementa o "tradicional", como um desafio adicional, e será incorporado pelos profissionais da área, que passarão a se envolver e comprometer-se também com a gestão do conhecimento. Este trabalho propõe reflexões acerca de mudanças no marketing como conhecemos, introduzidas e motivadas por pressões competitivas e por influências da gestão do conhecimento.

Nestes últimos anos, falamos sobre marketing de relacionamento, marketing de massa, marketing de produto, marketing de marca, marketing de segmentação, marketing de clientes, marketing de afinidade, marketing direto, one to one marketing e tantos outros.

Pensando na definição de Philip Kotler, de que o marketing é a arte de descobrir oportunidades, desenvolvê-las e lucrar com elas, concluí que as funções de marketing também não estão imunes a gestão do conhecimento e, pelo contrário, além de serem fortemente apoiadas por ela, poderão auxiliar amplamente as estratégias de Knowledge Management das companhias.

É notável que resultados condizentes com a atividade de marketing, como a descoberta de necessidades não atendidas, oferta e comunicação dos diferenciais do conhecimento, medição e avaliação de oportunidades para lucro a partir do conhecimento, quando obtidas e entregues às equipes de gestão do conhecimento, são importantes fatores de sucesso. A execução destas e muitas outras atribuições, inerentes ao marketing, poderiam transformar a área de marketing em um importante aliado da gestão do conhecimento. Desse modo, comecei a vincular trabalhos com o conhecimento, competências, capital intelectual, etc, à oferta de serviços oferecidos pela área de marketing que pudessem apoiar a gestão do conhecimento na empresa.


Estou me baseando no fato de que a gestão do conhecimento gerará demandas só atendidas por uma nova função do marketing. Muito em breve, antes mesmo de nos especializarmos no assunto, deveremos ouvir falar, em nossas companhias, sobre o marketing do conhecimento. Novas funções Como o sucesso hoje na empresa depende muito mais de uma batalha pelo conhecimento e pela percepção de valor que o mercado tem destes conhecimentos do que pela posse de outros recursos, este novo marketing se dedicará a "propagandas" do conhecimento, campanhas de comunicação do conhecimento e do potencial do capital intelectual da empresa, objetivando a exposição, venda, atração e retenção do saber. A dedicação estará na criação de campanhas de marketing do conhecimento, focadas na oferta de conhecimento diferencial, na criação de valor a partir da inteligência, na entrega de soluções criativas, na oferta de inovação acima da média e outras ofertas sólidas de raízes profundas, firmadas no conhecimento organizacional coletivo.


Este marketing do conhecimento passa a considerar a venda não só do resultado do saber (produtos e serviços), mas a venda do próprio conhecimento e do modo como ele é criado, alavancado, produzido, compartilhado, utilizado, embalado e entregue pelas empresas, extraindo proveito dos possíveis diferenciais que cercam sua gestão e do modo como eles são percebidos e valorizados pelo mercado. Este marketing de competências (se preferir), acima de tudo, seguirá a tendência de valor do saber. Ao contrário dos produtos e serviços, o marketing do conhecimento em seus trabalhos considerará e enfatizará o conhecimento e o capital intelectual, empenhando-se em torná-los evidentes e transparentes ao público de interesse.


A maioria das empresas aprenderam a aplicar o marketing focado em produtos e serviços. Um novo mix de marketing deve emergir focando também o conhecimento e o capital intelectual. Este mix de marketing, até então composto por quatro Ps (Produto, Preço, Praça, Promoção) deve incorporar agora um novo P. O "P" de Potencial Intelectual.

Com maior freqüência, tenho observado anúncios das empresas na tentativa de identificar sinais ou evidências do marketing do conhecimento. Embora tudo que tenha conseguido sejam iniciativas isoladas e embrionárias, elas revelam uma certa espontaneidade em direção ao tema. Ainda que sutilmente, posso mencionar empresas como a HP, a Toshiba e a Brastemp, que dentre outras empresas, de certo modo exploram superficialmente o marketing do conhecimento.

Em meu livro, que se encontra em fase final, defendo a importância da alavancagem e mensuração do capital intelectual e de seus ativos intangíveis. Como mencionei, o sucesso de todo este trabalho se relaciona e depende de atividades e funções do bom marketing, que aqui chamei de marketing do conhecimento. Abaixo seguem algumas funções do marketing do conhecimento: 1. Analisar e monitorar constantemente o mercado em busca de oportunidades para aplicação do conhecimento.


O marketing do conhecimento, baseado em seus ativos intelectuais e na sua capacidade de atuação e de entrega do seu potencial intelectual, deve analisar e monitorar constantemente o mercado em busca de oportunidades para aplicação e uso de suas competências e de seus ativos intangíveis. A disponibilização desses ativos ao mercado, através dos produtos e serviços criados a partir deles, depende fundamentalmente dessa capacidade de análise e identificação das oportunidades, que também é uma função do marketing.


Quando as oportunidades encontradas estão vinculadas à geração de receitas e são coerentes com as competências essenciais da companhia, com sua proposição de valor e visão, a empresa entra em ação e se dispõe a combinar uma série de ativos intelectuais específicos (conhecimentos), para atender a estas demandas estratégicas, freqüentemente vinculadas à mobilização, embalagem e entrega de conhecimentos.


2. Classificar e qualificar os ativos intangíveis


Qualquer que seja o ativo intangível identificado, ele precisa ser classificado, qualificado e avaliado à luz da estratégia da organização. A empresa, entre outras coisas, deve avaliar se os ativos intangíveis somam e agregam valor à produção de bens, serviços e produtos, se apóiam a proposição de valor da companhia, se são positivos à atuação empresarial, se são percebidos e valorizados pelos clientes, se geram ou poderiam gerar novos produtos e resultados, se contribuem ou poderiam contribuir efetivamente aos resultados, etc. A partir desta análise, a empresa descobre a relevância dos ativos intangíveis, promove seu alinhamento estratégico e planeja uma ação efetiva para sua utilização em benefício dos negócios e da empresa.



3. Alinhamento mercadológico do capital intelectual



A criação apenas dos ativos intangíveis pode não ser suficiente para gerar os retornos esperados. Em ambientes de hipercompetitividade como o nosso, é necessário dar-lhes foco e posicionamento mercadológico para que sejam percebidos, reconhecidos e valorizados externamente, o que chamo de alinhamento mercadológico do capital intelectual. A empresa tem, assim, que descobrir a melhor maneira de identificar e comunicar a contribuição que se tem a oferecer ao público e mercado alvos, a partir dos seus ativos intangíveis, produzindo coerência entre a oferta de sua capacidade intelectual e o que é procurado ou valorizado pelo mercado (demanda).



4. Posicionamento dos ativos intelectuais para a entrega de produtos e serviços inovadores



A materialização resultante dos ativos intangíveis é caracterizada pela produção de valor aos consumidores e resulta na entrega de produtos e serviços inovadores. A empresa deve posicionar adequadamente seus ativos e diferenciais intelectuais no mercado, comunicando ao mundo externo todo o potencial associado a eles e evidenciando como estes ativos a tornam uma empresa diferentemente exclusiva. A comunicação com o mercado é, portanto, fundamental, existindo muitas maneiras diferentes de dizer o que sabe, de comunicar o potencial intelectual, de compartilhar a visão de futuro, de informar o compromisso com a vanguarda e toda capacidade intelectual capaz de criar valor ao mercado.



E mais: * Tornar transparentes ao público-alvo os ativos intelectuais mais valorizados pelo mercado e clientes ou que fariam a diferença entre eles;

* Divulgar os diferenciais competitivos baseados na competência e no conhecimento dos talentos da empresa;

* Publicar diferenciais intelectuais que poderiam atrair talentos, investidores, clientes, parceiros e despertar atenção do mercado;

* Tornar visível ao mercado o valor associado às competências essenciais da empresa;

* Enfatizar o conhecimento coletivo organizacional admirável e de alto valor requerido pelo mercado;

* Evidenciar ao mercado a contribuição do capital intelectual das pessoas ao sucesso da empresa;

* Vincular e comunicar ao público externo a real contribuição dos ativos intangíveis no alcance dos resultados financeiros, na obtenção das melhorias de processos, na satisfação e fidelização de clientes, no desenvolvimento de soluções de vanguarda e da inovação, na obtenção da criatividade, na retenção e atração dos recursos humanos, etc;

* Mostrar aos compradores potenciais, investidores e talentos que se querem atrair, indicadores relacionados à qualidade do capital intelectual da empresa e como eles resultam em eficiência, competência, crescimento, alcance de resultados, capacidade de invenção e criatividade, satisfação dos clientes, transferência e uso do conhecimento, qualidade das soluções, intensidade de relacionamentos, registro de patentes, intensidade de pesquisas e aplicação, eficácia, desenvolvimento técnico, adaptação, qualidade de produtos e serviços, capacidade de aprendizado e inovação, criação de novos produtos, valorização da companhia no mercado, capacidade lucrativa e de negócios, entre outros;

* Divulgar os diferenciais baseados nos ativos intelectuais e sua proposição de valor; e

* Construir campanhas que evidenciem a qualidade dos ativos intelectuais intangíveis mais estratégicos da empresa, considerando as pretensões competitivas, de inovação, de evolução, participação no mercado, produção e criação de produtos, prestação de serviços, etc. Em meu livro menciono ainda a importância da gestão do capital intelectual e da mensuração, divulgação e publicação do capital intelectual através dos relatórios e balanços do capital intelectual. Enfatizo que, tal como um imã, tanto os relatórios de capital intelectual, quanto as campanhas criadas e divulgadas pelo marketing do conhecimento, podem colaborar para atração e retenção de pessoal qualificado e isto é pura gestão do conhecimento. Eles conseguem revelar uma empresa estimulante e altamente atraente para se trabalhar e com isso, despertam nos funcionários o desejo de fazer parte, atraindo gente da mais alta competência. Isso faz do marketing do conhecimento um aliado forte da gestão do conhecimento, promovendo também a retenção e a atração de talentos.


Do mesmo modo, as campanhas promovidas pelo marketing do conhecimento podem auxiliar a atração de investidores, parceiros, clientes, fornecedores, facilitar a realização de negócios, de parcerias e alianças estratégicas, além de estimular a admiração da sociedade em geral e a criação de uma boa imagem da empresa e de suas marcas.


Do mesmo modo que o marketing não é função apenas do departamento de marketing e sim uma função de todos dentro da empresa, para os propósitos da gestão do conhecimento, o marketing do conhecimento deve ser praticado por todos na companhia. Não espere que a área de marketing construa sozinha uma tarefa que é de toda a empresa e de seus gerentes. Assim, precisamos monitorar constantemente as atitudes das pessoas na empresa, verificando se estão de algum modo contrariando os princípios do marketing do conhecimento.


O marketing do conhecimento é por si um programa que se soma ao programa de gestão do conhecimento e com ele deve crescer alinhado e coerente. A competência na empresa é colocada à prova a todo instante e, nesse sentido, tudo precisa ser e estar completamente coerente como os anúncios e campanhas promovidas. O cuidado e a atenção da empresa que pratica o marketing do conhecimento é nunca ser incoerente em relação a suas campanhas, decepcionando seus clientes, parceiros, investidores ou sociedade. Não se deve nunca contradizer as mensagens do marketing do conhecimento. Da pessoa que atende ao telefone à pessoa que entrega o produto, todos precisam ser fieis e coerentes com os conhecimentos e competências comunicadas. Essa fase de consciência tão necessária é, ao mesmo tempo, a parte mais difícil e a mais gratificante de se alcançar.


Podemos concluir que o capital intelectual não é importante apenas para o perfeito funcionamento e atuação da empresa. Quando praticado por todos na empresa, o marketing do conhecimento, explicitando o capital intelectual, pode desempenhar um papel muito importante e produzir efeitos sensíveis, influenciando e formando opinião favorável, que normalmente resulta na percepção de alto valor da companhia e de suas ofertas.

Saulo Porfírio Figueiredo é pós-graduado em Engenharia da Informação, associado à SBGC - Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento e consultor nessa área pela Soft Consultoria.


E-mail: sfigueiredo@soft.com.br








Tanto o marketing do conhecimento, quanto as mudanças requeridas por ele, exigirão dos profissionais de marketing adaptação, esforço e dedicação. O consolo e a boa notícia sobre isso é que ninguém no ambiente empresarial deixará de ser tocado pela gestão do conhecimento nos próximos anos! Ou você ainda acha que alguém ficará ileso?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Gerenciando a metade do investimento em marketing que vai para o lixo

Confira a crítica do consultor Pedro Henrique Mello sobre a mensuração de ações de marketing nas organizações e formas de tangibilizar os resultados.

Existe uma máxima dentre os profissionais de marketing de que “metade do dinheiro investido em marketing vai para o lixo, só não se sabe qual metade”. Apesar de dita sempre em tom de sátira ou de gozação, o fundo de verdade desta afirmação não deixa de transparecer: se o Marketing não gera resultados tangíveis ou perceptíveis através de indicadores como aumento de vendas ou market-share, parte do investimento certamente foi jogada no lixo.

Porém, essa forma de compreender os investimentos em Marketing como despesa ou custo desconsidera seu principal valor. Um valor qualitativo, de difícil mensuração pelos instrumentos de gestão tradicionais, mas que representa a principal arma para a competitividade das empresas hoje: o Valor do Marketing como potencializador dos chamados Ativos Intangíveis, como Marcas, Imagem, Conhecimento, Relacionamento, dentre outros. Nessa visão, os investimentos em ações de marketing, comunicação, relacionamento e demais ações não são jogados no lixo, mas sim contabilizados como parte do valor intangível da empresa, traduzido pelo delta de seu valor de mercado menos seu patrimônio líquido.

Gerenciar o Marketing como gerador de valor nos ativos intangíveis, porém, além de exigir uma profunda revisão de conceitos e premissas de negócios de forma sistêmica, deve endossar a construção de uma nova cultura de Gestão da Percepção dos Principais Públicos de Interesse da Empresa – como clientes, acionistas e funcionários – pautada na construção e proteção da Reputação como efeito primordial da excelência na gestão dos Intangíveis do Marketing. Dentre as ferramentas essenciais para tal construção, o Marketing se destaca como a mais óbvia e tradicional. Porém, a relevância do Relacionamento interativo e qualificado/segmentado – online e offline – com estes públicos ganha cada vez mais espaço no contexto dos Multicanais e das Redes Sociais.

Dessa forma, o marketing amplia seu escopo de atuação, da Reputação para o Relacionamento, como forma de potencializar a geração de valor e percepção de diferenciação nos principais públicos de interesse. Em maiores detalhes, o Marketing de Reputação abrange o âmbito estratégico do Marketing, que se utiliza de práticas e elementos da cultura corporativa que agregam Reputação, Credibilidade e Transparência à Imagem Corporativa em um processo de Branding integrado. Dentre estes podemos citar a Sustentabilidade, Governança Corporativa, Marketing Institucional, Visão e Valores Corporativos, Comunicação Corporativa, Relações com o Mercado/RI, dentre outros, que trazem valor econômico intangível de percepção aos stakeholders da empresa.

Já o Marketing de Relacionamento traduz o cotidiano do Marketing pautado na geração e aproveitamento das oportunidades de negócio, suportando as atividades comerciais/ transacionais. Representa o dia-a-dia do relacionamento proveniente da compreensão do perfil e necessidades dos diversos clusters de cliente/stakeholdes (em um modelo de Visão 360º) e formatação de produtos, serviços, ações, mensagens e abordagens personalizadas como forma de fidelização e lealdade, traduzidas na evolução de indicadores tangíveis como cross-sell, up-sell, wallet-share, entre outros.

A mudança do mind-set corporativo em relação às responsabilidades e atividades de Marketing com a quebra dos paradigmas atuais – que em última instância significam a quebra do Marketing em duas vertentes dissociadas – tem como implicações diretas a potencial alteração da arquitetura de corporativa, do processo de definição de budget, a reorganização de papéis e atribuições e, principalmente, a adoção de novas dinâmicas de gestão.

Este último aspecto demanda a adoção e evolução de uma ferramenta ainda pouco utilizada, mas de papel fundamental para as empresas nesta era de racionalização dos ativos intangíveis: o Marketing ScoreCard. Porém, mais do que gerenciar apenas o Valor da Marca ou a Penetração de Mercado das empresas, este ScoreCard deverá contemplar a forma como a Reputação Corporativa (Imagem e Credibilidade) é percebida pelos diversos stakeholders de relevância, como o Relacionamento é construído com cada um deles e como se dá a entrega das promessas corporativas, ou seja, a aderência da Identidade com Imagem da empresa.

Estamos, portanto, tratando de algo mais amplo, de um Marketing ScoreCard, estruturado por um composto de indicadores e métricas (KPIs) de valor gerado, associados aos objetivos estratégicos da empresa – e das áreas responsáveis pela nova divisão de atividades tradicionais de marketing – e indicadores de performance dos diversos veículos (canais, ações, iniciativas, projetos, mídias, etc) na entrega dos objetivos de Reputação e Relacionamento.

Tal Marketing ScoreCard é representado por um dashboard de indicadores de valor e performance que mensura o Valor Gerado e/ou Protegido (intangível e tangível, tanto econômicos, como financeiros) e permite o desenvolvimento de Planos de Ação assertivos (uma vez que estão alinhados com o resultado dos stakeholders em termos de percepção) para sua potencialização.

Uma vez implementado, o Marketing ScoreCard permite que a empresa compreenda suas alavancas de agregação, proteção e destruição de valor em função da qualidade e do nível da performance da empresa no relacionamento com seus públicos, em seus diversos momentos da verdade, pontos de contato, ações de relacionamento e canais de comunicação. Mensurar, perceber e avaliar essas trocas ajuda as companhias a terem maior aderência em estratégias versus execução; feedbacks corretivos para os novos ciclos de planejamento estratégico; engajamento de stakeholders em torno das metas corporativas; visão de relacionamento como ativo e valorização de imagem e reputação.

Em outras palavras, o Marketing ScoreCard, além de evidenciar os óbvios KPIs tangíveis de resultado do Marketing, como ROI do Marketing, Market Share, Aumento de Vendas, dentre outros, permite a potencialização da Reputação e do Relacionamento da empresa a partir do monitoramento e da mensuração da performance e do valor dos Intangíveis do Marketing, como Marcas e Imagem, e seus KPIs específicos, transformando investimentos que antes eram jogados no lixo em Ativos de Valor, Diferenciação e Competitividade.

* Pedro Henrique Mello é Consultor de Estratégia da DOM Strategy Partners.


Este artigo foi originalmente publicado no site Mundo Marketing.


Portal HSM

04/02/2011

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A Cura - Nova minissérie na Globo

ANÚNCIO DN


Estreia dia 10 de agosto, na Globo, A Cura, série escrita por João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein e dirigida por Ricardo Waddington.

A Cura mostra a história de um jovem médico do interior de Minas Gerais que além de usar o poder da medicina, cura seus pacientes utilizando seus poderes em cirurgias espirituais.

Em nove episódios, a série, ambientada e gravada na cidade mineira de Diamantina, mostra as situações sombrias e enigmáticas envolvendo este médico, forçando-o a reconhecer um dom que tanto o atormenta.

No elenco, Selton Melo, Andreia Horta, Carmo Dalla Vecchia, Ary Fontoura, Caco Ciocler, Juca de Oliveira, entre outros.

CGM - DIVISÃO DE PLANEJAMENTO DE MARKETING

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

TV aberta cresce 25% no 1º semestre

Juliana Welling

Investimentos ligados à Copa do Mundo e novidades nas grades das emissoras favoreceram aumento de faturamento este ano



Em ano de Copa do Mundo, natural que os investimentos publicitários direcionados aos diveR$os meios de comunicação sejam intensificados. Os resultados alcançados no primeiro semestre de 2010, de acordo com números do Ibope Monitor, confirmam esse desempenho. De janeiro até junho o total da receita investida nos meios TV aberta, jornal, TV por assinatura, revista, internet, rádio, cinema e outdoor contabilizou R$ 35,050 bilhões. Em 2009, a verba foi de R$ 28,059 bilhões.

Segundo os dados divulgados pelo instituto, a TV aberta recebeu, nos primeiros seis meses do ano, mais de R$ 18,848 bilhões em receita publicitária contra os R$ 15,038 bilhões destinados ao meio no mesmo período do ano anterior, representando aproximadamente 25% de aumento. Assim como nos demais anos, o veículo continua na liderança do share publicitário, com 53,8% de participação.

Em seguida está o jornal, que conquistou no primeiro semestre R$ 7,492 bilhões dos investimentos. Já nos primeiros seis meses de 2009 o meio contabilizou a receita de R$ 6,314 bilhões.

Após o jornal, a TV por assinatura é o meio que mais se destacou nos primeiros seis meses de 2010. De acordo com os dados do Ibope Monitor, recebeu de janeiro a junho R$ 2,786 bilhões em receita publicitária. No mesmo período de 2009, os investimentos ficaram em torno de R$ 2,200 bilhões.

ANO AQUECIDO

Assim como apontam os dados do Ibope Monitor, o primeiro semestre das TVs abertas foi marcado por uma forte movimentação na área comercial. Além do evento da Copa do Mundo, novidades na grade de programação e o aquecimento da economia foram os principais motivos apontados pelas emissoras para o aumento do faturamento publicitário do setor. O SBT, por exemplo, obteve crescimento de 32% no faturamento publicitário neste primeiro semestre de 2010. De acordo com Henrique Casciato, diretor comercial da emissora, este é o melhor resultado do SBT desde 2005. "Em 2009 já havíamos crescido 11% em relação a 2008. O período de Copa é bom para todo mundo. Mas a grande procura comercial também se deve à boa situação econômica do País e à grade diversificada e estável do SBT", afirmou Casciato.

Em um segundo semestre que poderá ser abalado devido à veiculação do horário eleitoral - que neste ano vai de 17 de agosto a 30 de setembro -, o diretor comercial do SBT prevê um crescimento de 10% em relação a 2009, "Para 2010 prevemos um aumento de 15% no faturamento da emissora", destacou o executivo.

Detentora de mais de 60% de toda a verba publicitária para o meio televisivo, a Rede Globo não revelou dados sobre o seu faturamento. Mas conforme Willy Haas, diretor geral de comercialização da Rede Globo, a emissora obteve resultados positivos. "A manutenção de nossos altos índices de audiência se traduziu em investimento publicitário consistente. Entre janeiro e abril, por exemplo, o mercado publicitário cresceu 25,9% e a TV aberta aumentou 33,1%", disse Haas, acrescentando que os investimentos em mídia em 2010 devem apresentar crescimento expressivo.

Para o executivo, a Copa do Mundo movimentou significativamente o mercado anunciante, que investiu em campanhas direcionadas, envolvendo tanto a indústria quanto o varejo.

O diretor executivo comercial da Band, Marcelo Mainardi, também aponta crescimento no faturamento da emissora neste primeiro semestre. De acordo com Mainardi, a Band obteve 44% de aumento em relação ao mesmo período de 2009. "A Copa, sem dúvida, é um anabolizante. Mas o crescimento também diz respeito à nossa grade nova, que estreou no dia 2 de maio", explicou Mainardi, complementando que a partir de agosto a emissora apresentará novidades em sua grade de sábado, com a meta de "rejuvenescer" a programação do canal. Segundo o executivo, novas contratações poderão ocorrer. Para 2010, a previsão de crescimento é em torno de 35%.

Já a Rede TV! apresentou crescimento de 20% nos primeiros seis meses do ano. De acordo com Otaviano Pereira, superintendente comercial, apesar da emissora não deter os direitos de transmissão da Copa, a Rede TV! pôde rechear a programação com conteúdo relativo ao evento esportivo. "Conseguimos, com isso, gerar ganhos de audiência e movimentar o mercado anunciante. Mas o aquecimento da economia também favoreceu esse crescimento", afirmou Pereira. A projeção do executivo é de que, em 2010, a Rede TVI obtenha cerca de 30% de aumento de seu faturamento em relação a 2009.

De acordo com Walter Zagari, vp comercial da Rede Record, de janeiro a junho a emissora obteve 50% de crescimento no primeiro semestre de 2010. "Esse desempenho sinaliza um segundo semestre também bastante promissor. Estamos projetando um crescimento em torno de 40%", afirmou.

Fonte Página Caderno

Propaganda & Marketing 29

Site de "Passione" atrai mais de 1 milhão

Keila Jimenez
1,4 milhão de visitas teve o site de Passione, da Globo, em 28 de julho, dia em que Totó (Tony Ramos) quase desmascarou Clara (Mariana Ximenes).

Fonte Página Caderno
O Estado de S.Paulo 10 D

Motorola planeja lançar rival do iPad

Para competir com Apple, companhia trabalha com Verizon em aparelho que permitirá ver TV
Kenneth Li e Paul Taylor

A Motorola está desenvolvendo um "tablet" - um computador em forma de prancheta - no qual os usuários poderão assistir televisão, numa tentativa da companhia americana de telefonia de ingressar em um mercado dominado pelo popular iPad, da Apple. O aparelho - que terá uma tela de 10 polegadas e vai funcionar com base no sistema Android, do Google - poderá ser lançado nos Estados Unidos no início do quarto trimestre.
Espera-se uma ligação estreita do aparelho com o serviço pago de TV digital FiOS, da Verizon, segundo pessoas que tiveram acesso aos planos. A Motorola fabrica os conversores de TV usados para receber o serviço FiOS.

O mercado de "tablets" é visto como a próxima grande batalha na guerra dos dispositivos móveis, que tem colocado a Microsoft, o Google e a Research in Motion (criadora do BlackBerry), além de uma grande quantidade de fabricantes de aparelhos, contra a Apple.

A integração do "tablet" da Motorola com a TV é uma vantagem competitiva essencial frente aos desenvolvedores rivais. Meses antes do lançamento do iPad, neste ano, a Apple falhou em convencer as programadoras de televisão a reduzir os preços de venda dos programas de TV ou vender um pacote com os programas de maior audiência. As propostas foram vistas como uma maneira de enfraquecer os modelos tradicionais de TV paga. Ao trabalhar com a Verizon, que detém 25% do mercado de TV nos Estados Unidos e 29% dos clientes de banda larga, a Motorola não será vista como se estivesse violando o lucrativo negócio da TV por assinatura. Como a enxurrada de "tablets" que está para chegar ao mercado, o aparelho da Motorola tem como alvos os pontos fracos do iPad. O novo equipamento estará preparado para o Adobe Flash, o software que serve de base para 90% dos vídeos na web. A Apple apoia outro padrão, o HTML 5, no iPhone e no iPad.

A expectativa é de que o aparelho da Motorola seja mais fino e mais leve que o iPad. Também se espera que o dispositivo permita aos usuários compartilhar sua conexão de dados sem fio com outros aparelhos próximos. O equipamento terá duas câmeras. A Motorola e o Google não quiseram comentar o assunto. Os executivos da Verizon Wireless não estavam disponíveis para falar sobre o caso.

Fonte Página Caderno
Valor Econômico 2 B

terça-feira, 13 de julho de 2010

Marketing deve virar profissão reconhecida


O projeto de lei para regulamentar a profissão de marketing está desde 2006 esperando aprovação na câmara dos deputados. O primeiro passo foi concluído hoje, quando a Comissão de Trabalho de Administração e Serviço Público da Câmara aprovou o PL 1944/07. Apesar dessa primeira aprovação, o projeto tem um longo e árduo caminho até entrar em vigor como lei. Para isso precisa passar ainda por duas comissões, Senado e pela sanção do Presidente da República. Contando que esse é um ano de eleições e que as coisas andam devagar em Brasília, não se pode ter muita esperança de que isso ocorra com rapidez. Além disso, há alguns pontos de discussão a serem resolvidos ainda como, se o profissional pode exercer a carreira sem ser diplomado ou ter experiência comprovada, e a confusão que o PL faz entre o profissional de Marketing e o Publicitário.

Fonte: Portal Exame.

 
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